O Ensemble


O Ensemble Eborensis é um grupo de constituição variável que se dedica à interpretação da polifonia vocal dos séculos XVI e XVII com ligação à cidade de Évora. O grupo foi fundado em Abril de 2013 por Luís Henriques, com a intenção de descentralizar e permitir uma divulgação local do reportório polifónico eborense.

Desde a sua fundação, o grupo tem já apresentado vários programas de polifonia vocal sacra, com a inclusão de obras inéditas ou pouco conhecidas de compositores ligados à Sé de Évora. Nos programas do grupo são também incluídas obras que, pela sua curta duração ou simplicidade, não constam dos programas de grupos consagrados, constituindo assim uma alternativa e trazendo novo reportório ao meio musical.

Tem sido uma preocupação do Ensemble Eborensis a gravação das obras que interpreta – com particular ênfase nas obras inéditas – mantendo uma colaboração com a associação de ideias no respeitante à produção de conteúdos multimédia que são partilhados no sítio do grupo e nas redes sociais. O grupo gravou também recentemente um CD intitulado “A reforma tridentina e a música no silêncio claustral: O mosteiro de S. Bento de Cástris” que incluí cantochão cisterciense do século XVI, editado pelo Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa no âmbito do projecto de investigação FCT “Orfeus”.


Schola do Ensemble Eborensis

A Schola do Ensemble Eborensis foi constituida inicialmente com o objectivo de divulgação das fontes de cantochão pertencentes ao mosteiro cisterciense de S. Bento de Cástris no âmbito do projecto ORFEUS. Através deste grupo exclusivamente feminino pretende-se uma reconstrução o mais próxima possível da sonoridade vocal e da interpretação deste reportório no mosteiro durante o século XVI.


Membros


Inês PintoInês Pinto ~ superius

Natural do Porto, começou os seus estudos musicais aos nove anos. Conclui o 5º grau de piano na classe de Luísa Ferreira no Conservatório do Vale do Sousa. Na mesma instituição, ingressa no curso Complementar de Música, na vertente de Canto, na classe de José Corvelo. Em Junho de 2011, realizou a sua primeira ópera O pequeno Limpa-chaminés de Benjamin Britten onde fez o papel de Juliet Brook e de Shophie Brook. Frequentou Masterclasses com Isabel Alcobia, Rui Taveira, António Salgado, Magna Ferreira, Luis Madureira, Orlanda Isidro, Sasja Hunnego e Lenie van den Heuvel e trabalhou com maestros como Paulo Lourenço, Christopher Bochmann, Pedro Teixeira, Owen Rees, Peter Phillips, João Branco, Armando Possante e Cesário Costa. Actualmente, frequenta o 3º ano de Licenciatura em Música, variante Canto, na Universidade de Évora com a Professora Liliana Bizineche. É membro do coro do departamento de música da universidade de Évora dirigido por Ian Mikirtumov, do Ensemble Vocal de Freamunde e do Coro Feminino do Vale do Sousa sendo ambos dirigidas por Sílvio Cortez.

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Patrícia Hortinhas ~ superiusPatrícia Hortinhas

Patrícia Hortinhas nasceu em Évora em 1991. Iniciou os estudos musicais com o seu pai, ingressando mais tarde no Conservatório Regional de Évora- Eborae Mvsica, na classe de piano do prof. Tito Gonçalves e nas classes de violoncelo dos profs. Sérgio Pliz, Samuel Santos e Diana Vinagre, tendo feito parte da Orquestra de Cordas dessa instituição. Estuda canto com o prof. Pedro Nascimento e integra o Coro Polifónico Eborae Mvsica e o CORUÉ- Coro da Universidade de Évora. É licenciada em Relações Internacionais pela Universidade de Évora e frequenta o Mestrado em Línguas Aplicadas e Tradução na mesma instituição.

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Ana Lúcia Carvalho ~ altus

Natural de Leiria, em 2012 concluiu a Licenciatura em Música, variante de instrumentista, na Universidade de Évora na classe de clarinete do professor Etienne Lamaison. Actualmente frequenta o curso de Musicologia na mesma instituição. Como cantora, foi membro fundador do Ensemble Vocal Manuel Mendes, destinado à divulgação de madrigais e chansons renascentistas, e do Ensemble Eborensis. Actualmente é membro do Coro Ricercare, sedeado em Lisboa e orientado pelo maestro Pedro Teixeira. Já trabalhou com maestros como Christopher Bochmann, Paulo Lourenço, Paul van Nevel, Peter Phillips, Owen Rees e Kodo Yamagishi. Desde 2010 lecciona as disciplinas de Classe de Conjunto Coral e Formação Musical na Academia de Música de Alcobaça, e desde 2011 a disciplina de Clarinete no Conservatório de Música de Ourém-Fátima.

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Luís Henriques ~ tenor & direcção

Natural da Ilha das Flores (Açores), é Doutorando em Musicologia na Universidade de Évora, Mestre em Ciências Musicais pela FCSH da Universidade Nova de Lisboa e Licenciado em Musicologia pela Universidade de Évora. O seu trabalho incide sobre a polifonia vocal sacra dos séculos XVI e XVII no espaço Ibérico, com especial ênfase para a as prática musicais associadas às sés de Évora e Angra (ilha Terceira). Estudou com João Pedro d’Alvarenga, Christopher Bochmann, Filipe Mesquita de Oliveira, Vanda de Sá, Rui Veira Nery e Bernadette Nelson, entre outros. Desde 2006 tem participado nas Jornadas Internacionais “Escola de Música da Sé de Évora”, onde tem trabalhado com Peter Philips, Owen Rees, Graham O’Reilly, Paul Van Nevel, Armando Possante, Pedro Teixeira, e Paulo Lourenço, de cujo coro, dirigido por PedroTeixeira, foi membro de 2006 a 2011. Foi também membro fundador do Ensemble Vocal Manuel Mendes, dirigido por Christopher Bochmann. Foi fundador e director do Ensemble da Sé de Angra, Ensemble Mensurable e Ensemble Eborensis. Enquanto musicólogo, o seu trabalho tem-se centrado na publicação de artigos científicos, edição musical e comunicações em encontros científicos, colaborando regularmente com diversas instituições e agrupamentos como o Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa.


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